O mercado de motos segue como um dos grandes destaques do setor automotivo brasileiro em 2026. Segundo dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), o país emplacou 980.211 motocicletas novas no acumulado até maio — alta de 15,33% sobre as 849.936 unidades do mesmo período de 2025.
O número impressiona ainda mais quando comparado ao mercado de carros: no primeiro trimestre do ano, a Honda CG 160, moto mais vendida do país, emplacou 3,1 vezes mais unidades que a Fiat Strada, picape que lidera as vendas entre os automóveis. É um retrato de como a moto se consolidou como solução de mobilidade urbana e ferramenta de trabalho no Brasil — puxada especialmente pelo uso profissional em serviços de entrega.
Honda domina o ranking geral
No acumulado do ano até maio, sete das dez motos mais vendidas do país são da Honda. A CG 160 lidera isolada, com 214.102 unidades emplacadas, seguida por Biz (114.564), Pop (104.386) e NXR 160 Bros (80.981). A Mottu Sport 110i aparece em quinto, com 44.545 unidades, best-seller entre as marcas fora do trio Honda-Yamaha-Shineray.
| Posição | Modelo | Unidades (acum. 2026) |
|---|---|---|
| 1º | Honda CG 160 | 214.102 |
| 2º | Honda Biz | 114.564 |
| 3º | Honda Pop | 104.386 |
| 4º | Honda NXR 160 Bros | 80.981 |
| 5º | Mottu Sport 110i | 44.545 |
| 6º | Yamaha YBR 150 Factor | 33.203 |
| 7º | Honda CB 300F Twister | 28.782 |
| 8º | Honda PCX 160 | 23.115 |
| 9º | Honda XRE 190 | 23.079 |
| 10º | Yamaha Fazer 250 | 18.172 |
Participação de mercado por marca
No fatiamento por fabricante, a dominância da Honda fica ainda mais clara: a marca japonesa detém 65,75% do mercado brasileiro de motos no acumulado até maio, seguida de longe pela Yamaha, com 13,81%. Completam o top 5 Shineray (6,39%), Mottu (4,54%) e Avelloz (1,63%).
Desaceleração pontual, mas tendência segue positiva
Maio de 2026 registrou 197.685 motos emplacadas, praticamente estável frente ao mesmo mês de 2025 (alta de apenas 2,24%) e com queda de 6,16% sobre abril. Ainda assim, o ranking das dez mais vendidas não mudou entre abril e maio, sinal de que a demanda pelos modelos de entrada segue firme. Para a Fenabrave, o desempenho positivo do segmento é sustentado pela busca por mobilidade acessível e pelo uso comercial cada vez mais consolidado da moto no dia a dia das cidades brasileiras.
