BYD lidera disparada entre os elétricos mais vendidos do Brasil no 1º semestre

O mercado brasileiro de carros eletrificados fechou o primeiro semestre de 2026 batendo recorde. De acordo com a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), elétricos e híbridos somaram juntos 215.023 unidades vendidas entre janeiro e junho — crescimento de 147,5% sobre as 86.849 unidades do mesmo período de 2025. BYD, Geely e GWM dominam a corrida, com a marca chinesa liderando isolada entre os 100% elétricos.

Elétricos puros: BYD dispara na liderança

Isolando apenas os carros 100% elétricos, foram 90.626 unidades emplacadas no semestre, alta de 196,4% sobre as 30.576 do primeiro semestre de 2025. A BYD sozinha respondeu por 58.144 unidades do total — mais da metade de tudo o que foi vendido no segmento. Geely aparece em segundo entre as marcas, com 16.125 emplacamentos, seguida pela General Motors, com 5.061.

No ranking por modelo, o Dolphin Mini segue disparado na ponta: são 35.680 unidades vendidas, avanço de 169,8% sobre 2025. Na sequência vem o irmão maior, o BYD Dolphin, com 18.054 unidades (+187,1%), e o Geely EX2 fecha o pódio com 14.780 — sem base de comparação, já que o modelo só foi lançado no fim do ano passado.

Posição Modelo elétrico Vendas (1º sem. 2026)
BYD Dolphin Mini 35.680
BYD Dolphin 18.054
Geely EX2 14.780
Chevrolet Spark EUV 3.847
BYD Yuan Pro 2.668
GWM Ora 03 1.837
Volvo EX30 1.346
Geely EX5 1.343
GAC Aion V 959
10º Chevrolet Captiva EV 928

Híbridos também crescem forte

O segmento híbrido (somando HEV e PHEV, sem contar os híbridos leves) somou 124.397 unidades no semestre, avanço de 121% sobre as 56.273 vendidas em igual período de 2025. Entre as marcas, os destaques ficaram com BYD (40.931 unidades), Toyota (24.970), GWM (24.191) e Omoda Jaecoo (16.401) — mostrando que a disputa por esse segmento está mais pulverizada do que a dos elétricos puros, onde a BYD reina quase sozinha.

Os números do semestre reforçam uma tendência que já vinha se desenhando: o carro eletrificado deixou de ser nicho no Brasil e passou a disputar espaço direto com os modelos a combustão mais populares do país — puxado principalmente pelas marcas chinesas, que seguem baixando o preço de entrada no segmento.