Leapmotor B10 Ultra-Híbrido chega por R$ 179.990 e promete 900 km de autonomia
O SUV com extensor de autonomia chegou às lojas por R$ 179.990, valor promocional que fica abaixo da versão 100% elétrica da própria marca.
O Leapmotor B10 Ultra-Híbrido chegou às concessionárias brasileiras por R$ 179.990. As vendas começaram em 15 de outubro, e o valor é promocional de lançamento, válido por tempo limitado.
De fato, o detalhe mais curioso da tabela é que o SUV com motor a combustão custa menos do que o irmão elétrico. A versão 100% elétrica sai por R$ 182.990, ou seja, R$ 3.000 a mais. Essa inversão é rara no mercado brasileiro e merece explicação.
Leapmotor B10: o que significa “Ultra-Híbrido”
A marca usa o termo Ultra-Híbrido, mas a tecnologia tem nome técnico próprio: REEV, sigla para veículo elétrico com extensor de autonomia. A fabricante já aplica o mesmo princípio no C10.
Na prática, quem move as rodas é sempre o motor elétrico. O 1.5 a gasolina nunca tem ligação mecânica com as rodas, pois funciona apenas como gerador para a bateria. Portanto, a experiência de condução é de carro elétrico o tempo todo, inclusive quando a bateria está vazia e o tanque cheio.
Essa diferença importa na hora de comparar com um híbrido convencional ou com um PHEV. Em um PHEV, o motor a combustão pode tracionar o carro em determinadas situações. Aqui, não pode em nenhuma.
Os 900 km de autonomia, explicados sem marketing
A marca anuncia cerca de 900 km de autonomia combinada no ciclo WLTP. O número é real, porém precisa de contexto.
Só com a bateria, o SUV roda 68 km, conforme medição do Inmetro. Os outros 830 km dependem do 1.5 funcionando como gerador, alimentado por um tanque de 50 litros.
Em outras palavras, não existe cenário em que o carro percorra 900 km sem gastar gasolina. Além disso, ciclos WLTP são otimistas por natureza, então o uso real tende a ficar abaixo do anunciado.

Ainda assim, a proposta resolve um problema concreto. Quem roda pouco no dia a dia faz quase tudo em modo elétrico e recarrega em casa. Quando aparece uma viagem longa, o gerador elimina a dependência de eletropostos na estrada.
Motor, bateria e recarga
Primeiro os números: o motor elétrico fica no eixo traseiro e entrega 218 cv e 24,5 kgf.m de torque, o equivalente a 240 Nm. A bateria é de 18,8 kWh com química LFP, bem menor do que a de um elétrico puro justamente porque o gerador cobre o resto do percurso.
Segundo a marca, em carregamento rápido a bateria vai de 30% a 80% em até 18 minutos. Como o pacote é pequeno, recarregar em casa durante a noite também fica viável sem infraestrutura cara.
Equipamento: onde o Leapmotor B10 surpreende
De fato, a lista de série é o ponto forte do pacote. Logo de cara, a central multimídia tem 14,6 polegadas, com Android Auto e Apple CarPlay sem fio, controle do ar-condicionado pela tela e câmeras de 360 graus.

Além disso, o som é um conjunto 7.1 de 840 W, com 12 alto-falantes e subwoofer. Os bancos, igualmente, usam revestimento hipoalergênico certificado pela Oeko-Tex, e os dianteiros têm ajuste elétrico.
Na segurança, por fim, são sete airbags e o pacote Leap Pilot, que entrega condução semiautônoma de nível 2 com frenagem automática de emergência, controle de velocidade adaptativo e monitor de ponto cego. Vale registrar que a versão elétrica do modelo obteve cinco estrelas no Euro NCAP.
O que você perde em relação à versão elétrica
Espaço, principalmente. Em primeiro lugar, o porta-malas do Ultra-Híbrido tem 350 litros, enquanto o do elétrico oferece 405 litros. A diferença de 55 litros existe porque o gerador e o tanque de combustível precisam ocupar algum lugar.

Por isso, a escolha entre os dois não é apenas de preço. Quem tem garagem com tomada e roda só na cidade provavelmente aproveita melhor o elétrico, que custa R$ 3.000 a mais, mas oferece porta-malas maior e custo por quilômetro mais baixo.
Já quem viaja com frequência, ou mora sem ponto de recarga, encontra no Ultra-Híbrido a solução mais prática do momento.
Leapmotor B10 contra a concorrência
Na faixa de preço, portanto, o SUV encara nomes conhecidos. O Jaecoo 7 Elite custa R$ 189.990 e o Changan CS55 PHEV sai pelo mesmo valor. Já o Geely EX5 Pro pede R$ 205.800.
Ou seja, o recém-chegado entra R$ 10.000 abaixo dos dois primeiros e R$ 25.810 abaixo do terceiro. A própria marca cita ainda o BYD Song Pro e o Jaecoo 7 como alvos diretos.
Esse posicionamento explica o preço promocional. Em um segmento com lançamento quase mensal, chegar abaixo da concorrência é a forma mais rápida de entrar na lista de considerações do comprador. Para efeito de comparação, vale olhar quais foram os híbridos mais vendidos do primeiro semestre.
Ficha técnica do Leapmotor B10 Ultra-Híbrido
| Item | Especificação |
|---|---|
| Tipo | SUV elétrico com extensor de autonomia (REEV) |
| Motor elétrico | Traseiro, 218 cv e 24,5 kgf.m |
| Motor a combustão | 1.5 a gasolina, atua apenas como gerador |
| Tração | Traseira |
| Bateria | 18,8 kWh, química LFP |
| Autonomia elétrica | 68 km (Inmetro) |
| Autonomia combinada | Cerca de 900 km (WLTP, declarado pela marca) |
| Tanque | 50 litros |
| Recarga rápida | De 30% a 80% em até 18 minutos |
| Porta-malas | 350 litros |
| Multimídia | Tela de 14,6 polegadas, Android Auto e CarPlay sem fio |
| Som | 7.1 de 840 W, 12 alto-falantes e subwoofer |
| Airbags | 7 |
| Assistentes | Leap Pilot, condução semiautônoma de nível 2 |
| Preço | R$ 179.990 (promocional de lançamento) |
Vale a pena comprar o Leapmotor B10 Ultra-Híbrido?
Para quem não tem onde recarregar, sim. O modelo entrega condução elétrica sem exigir infraestrutura em casa, e por um preço que hoje está abaixo dos rivais diretos.
Duas ressalvas, no entanto. A primeira é o preço promocional, que vale por tempo limitado e ainda não tem tabela definitiva confirmada. A segunda é a rede de assistência, já que a marca é recente no Brasil e a cobertura segue em expansão.
Enfim, se esses dois pontos não forem problema, a conta fecha bem. Caso contrário, esperar a tabela oficial antes de assinar o contrato continua sendo a decisão mais segura. Os detalhes oficiais estão no site da Leapmotor Brasil.
